Decorridos alguns momentos em que a moradia de Simão ficou abandonada, Maria e Martha veem de fóra. Martha sempre alegre; a irmã sempre absorta em grande melancolía. Ao entrar em casa, Maria vae logo postar-se á janella, seguindo com o olhar cheio d'angustia os que vão a caminho de Jerusalem.
MARTHA
E uma vez que partiram
Para a cidade, afinal,
Entreguemo-nos agora
Ao que julgo essencial:
Tratemos da nossa casa.
MARIA, indolente:
Espera. Não tenhas pressa...
MARTHA
É que está tudo em desordem,
E o nosso irmão começa
Dentro em breve a murmurar
Que ninguem aqui trabalha!...
MARIA
Martha, vae tu repoisar,
Que eu tratarei do preciso.