[214] Ad Contubernales. Carm. XXXVII.
[215] Seguimos o mesmo methodo, que tão vantajosamente Lyell applicou á geologia. Apesar da diversidade de condições em que operam as forças physicas e o homem, ainda n’este caso se prova a analogia das invasões historicas. Identidade não ha, como entre as causas geologicas actuaes e as antigas. Mas essa mesma analogia nos basta para as conclusões a que pretendemos chegar.
[216] Quatrefages, L’espèce humaine.
[217] Com factos, citados por Lyell e Quatrefages, se demonstra a existencia da navegação atlantica na epoca da pedra polida. Já os mencionámos a pag. 105 d’este livro.
[218] Mimaut, Histoire de Sardaigne, citado no Bulletin de la Société d’anthropologie de Paris, tom. 5.º, pag. 22.
[219] Rougemont, L’âge du bronze, pag. 73.
[220] Tubino, Los aborigenes ibericos.
[221] Revue d’anthropologie, 1875, pag. 507. La Academia, 1877, pag. 184 e 185. As explorações feitas nas nuraghas e talayots não têem sido taes que próvem evidentemente a coincidencia da construcção d’estes monumentos, ou dos mais antigos, dentro dos limites da idade da pedra. As armas de silex até hoje encontradas não bastam, porque muitas vezes acontece apparecerem taes vestigios misturados com os do cobre ou do bronze, como ainda ha pouco tempo, nas explorações de Schliemann no sitio de Troia. É possivel tambem que, ao tempo em que os povos orientaes da Peninsula, mais avançados na estrada da civilisação estivessem já na epoca do cobre ou do bronze, os occidentaes vivessem ainda na idade da pedra. E assim se explicaria o achado de uma frecha de cobre nas grutas da Cesareda, unico documento de uma civilisação, posterior á de todos os outros vestigios encontrados.
Mas, para se dar como provada esta discordancia, isto é, que os povos do oriente estariam já na epoca do cobre ou do bronze, quando os do occidente não teriam ainda ultrapassado os limites da epoca neolithica, sería mister emprehender mais numerosas e methodicas explorações, tanto das construcções dolmenicas ao occidente como das cyclopeas ao oriente.
[222] Tubino, Estudios prehistoricos. Madrid, 1868, pag. 98 a 106. Pereira da Costa. Noticia de alguns martellos de pedra e outros objectos que foram descobertos em trabalhos antigos da mina de cobre de Ruy Gomes no Alemtejo. No Jornal de sciencias mathematicas, physicas e naturaes. Lisboa, 1868, n.º V.