| Idades | Pêso em quilogramas | |||
| Rapazes | Raparigas | |||
| 1-2 | 9,500 | Difer. | 9,300 | Difer. |
| 2-3 | 11,700 | 2,2 | 11,400 | 2,1 |
| 3-4 | 13,000 | 1,3 | 12,500 | 1,1 |
| 4-5 | 14,300 | 1,3 | 13,900 | 1,4 |
| 5-6 | 15,900 | 1,6 | 15,200 | 1,3 |
| 6-7 | 17,500 | 1,6 | 17,400 | 2,1 |
| 7-8 | 19,100 | 1,5 | 19,000 | 1,6 |
| 8-9 | 21,100 | 2,1 | 21,200 | 2,2 |
| 9-10 | 23,800 | 2,7 | 23,900 | 2,7 |
| 10-11 | 25,500 | 1,8 | 26,600 | 2,7 |
| 11-12 | 27,700 | 2,1 | 29,000 | 2,4 |
| 12-13 | 30,100 | 2,4 | 33,800 | 3,8 |
| 13-14 | 35,700 | 5,6 | 38,300 | 4,5 |
| 14-15 | 41,900 | 6,2 | 43,200 | 4,0 |
| 15-16 | 47,500 | 5,6 | 46,00 | 2,8 |
Todavia, as assinaladas diferenças sexuais, e outras, que omitimos, não impedem que, dum modo geral, tanto rapazes, como raparigas, obedeçam às mesmas leis, e sofram influências análogas. Há só uma reserva a fazer, e é que, em regra, o «crescimento» das raparigas é menos irregular nos acidentes (comparem-se as duas curvas) e quási sempre mais precoce, do que o dos rapazes.
Foi êste facto, que sugeriu ao Dr. Claparède a idea de comparar a um match de corrida o «crescimento» dos dois sexos: «la croissance comparée des filles et des garçons, diz êle, ressemble à un match de course; garçons et filles partent ensemble, mais celles-ci, un instant devancées, prennent bientôt les devans, puis leurs concurrents les ratrapent et les dépassent, mais elles les dépassent de nouveau jusqu'à ce que, enfin, les garçons l'emportent définitivement»[52].
Examinem-se as nossas curvas, e ver-se há que, com leves e acidentais modificações, é precisamente o que se verifica na dinâmica do «crescimento» português.
Nota-se assim que, nesta dinâmica, são três as principais fases do «crescimento» enérgico, máximo, em densidade:
1) durante o primeiro ano (em ambos os sexos);
2) pelos seis anos (para os rapazes) e pelos oito (para as raparigas);
3) pelos quinze, aproximadamente (nos rapazes), e pelos doze (nas raparigas).
A primeira crise (e talvez a segunda) constituem, na opinião de Camerer, uma «continuação da excessiva energia fetal do «crescimento»; quanto à última, a sua explicação adequada encontra-se no advento e na instalação da Puberdade[53].
8.—Para conclusão desta primeira parte do nosso estudo («crescimento» absoluto da criança portuguesa), resta apresentar o gráfico da curva, relativa ao perímetro torácico, que é o que, a seguir, na página imediata ([fig. n.º 3]), publicamos.
Esta curva pertence ao sexo masculino; não abrange a série tôda das idades infantis; e apenas se baseia num total de sete mil mensurações; contudo, não deixamos de reputar suficiente êsse número para, sobre êle, estabelecer alguns princípios, e formular determinadas conclusões.
[CURVA DO PERÍMETRO TORÁCICO (7.000 MENSURAÇÕES).]
| Idades | Capacidade vital | Circunferência torácica |
| 10 | 1660 | 61 |
| 11 | 1700 | 61,2 |
| 12 | 1860 | 62,8 |
| 13 | 2045 | 65,2 |
| 14 | 2100 | 66,4 |
| 15 | 2445 | 69,5 |
| 16 | 2485 | 70,3 |
| 17 | 2660 | 71,6 |
| 18 | 3115 | 72,6 |
[CAPITULO III]
Insuficiência do estudo do «crescimento» absoluto para a solução
de todos os problemas antropométricos. «Crescimento»
relativo ou segmentar; sua determinação, tanto sintética,
como analítica, pelo confronto dos respectivos elementos.
Fig. 4