—Leio Humboldt.
—Perdes o tempo: Humboldt não sabia nada, foi um pessimo copista de Plinio.
—Sim? quando leste Plinio?
—Nunca, e nem Humboldt e nem precisava para formar o meu juizo.
—Achaste a pedra philosophal?
—Nem nada. Ouvi dizer que Plinio estudava a natureza; depois me disseram que o mesmo fez Humboldt. Logo, tudo quanto este fez copiou do outro, isto é logico. Seja lá no que fôr, segue este methodo e farás figura, passando por sabio. Ideias associadas, Humboldt foi barão e o Sr. Joaquim{92} tambem já o-é. E, passando a inscrever o nome na nobiliarchia deste Imperio, julgou-se com direito de enviar um epigramma á graça á qual não sacrificarei mais, o que te participo, sob a condição de uma hospedagem por esta noite, senão vou dormir ao relento.
E narrei o succedido.
Simphoriano pulou de contentamento.
Fallou em regeneração (palavrinha a mais elastica dos tempos modernos), citando todos os moralistas das cinco partes do globo, inclusive um poeta de nome Sadi ou Saadi, que elle jurou ser perso e eu suppunha italiano, por acabar o nome em—i.—
Prasmou contra o meu passado aconselhando-me a cuidar do futuro.