dos
poros
dos
nossos
corações,
transuda
a
mais
pura
essencia,
que
póde
ser
respirada
pelo{97}
olfacto
da
patria;[[3]]
para analysar o Tratado do Sublime do conselheiro da rainha Zenobia!
Embarquei Monica para a França e não lhe besuntei os labios com o adeus de Scipião ao sahir de Roma:
Ingrata patria, non possidebis ossa mea!
Tropecei no commumnismo e nem patavina com referencia á Republica de Platão, ou á Utopia do Moro, ou á Civitas solis de Thomaz de Campanella, o Calabrez, que nunca li.
Obviei... É tarde.
Ah! se não fosse tarde! Só na applicação, que Monica fez da palavra monogamia (que não é palavra, conforme decidiram o capitalista e o seu guarda-livros), tinhamos materia para um in-folio, se, ácinte, eu pretendesse revoltar contra mim trezentos e sessenta e cinco doutores, pelo minimo. Mas é que tenho teiró ás inimizades.{98}
E os plagiatos? Neste ponto o reverendo padre Severino fôra como um Potosi. Tem-lhe custado caro alguns! Rendeu-lhe, por exemplo, tres mezes de cama esta odesinha copiada, assignada e enviada a quem não a inspirara.
A M....
(O original dizia—A R....)
Não cumpriste o promettido,
Teu marido,
Teu marido t'o-privou!
Não te salva essa desculpa...
Teve a culpa,
Teve a culpa—quem faltou.
—
Teu marido... oh que embaraço
Erro crasso;
Erro crasso, e provo-o já;
Elle velava ou dormia:
Que fazia?
Que fazia, dize lá?
—
Se velava e... cobiçoso...
Desejoso...
Desejoso em... te ameigar...
Entre os braços te-prendia;
Não podia,
Não te-podia... obrigar...{99}
—
Se dormia—estava morto.
Franco o porto...
Franco o porto estava então...
Mas, não dormia; velava,
Devorava...
Devorava o meu quinhão...
—
Adormeceste cançada,
Fatigada,
Fatigada... Deus do Céo!
Elle tambem—fatigado,
Do seu lado,
A teu lado adormeceu!
—
E eu? lá ao sereno exposto!
Dando o gôsto,
Dando o gosto ao meu rival,
De me vêr magro... e desfeito,
Pelo effeito,
Effeito... da catarrhal!
—
Não cumpriste o promettido!
Teu marido,
Teu marido t'o-privou;
Não te salva essa desculpa:
Teve a culpa
Quem com elle se fartou...
Pobre pastor!{100}