Assim, amo muito a minha querida Rosinha. Mas onde estás tu, que te não chegas a mim para te dar um abraço?
Rosa, com o pretexto de ir colher um ramo para D. Julia, tinha-se retirado, quando a avó começára a elogial-a.
A viscondessa e sua filha ouviram com prazer o panegyrico de Rosa, feito pela avó, e iam fazer novas perguntas, quando D. Thereza chegou.
Depois de terminados os comprimentos preliminares, a viscondessa expoz a D. Thereza como sua filha sympathisára com Rosa, e estava resolvida a tomal-a sob a sua protecção, se D. Thereza a isso se não oppozesse.
--Primeiro que tudo--respondeu D. Thereza--desejo a felicidade e venturas de Rosinha, ainda que me ha-de custar muito a separar-me d'ella: porém, se fôr sua vontade, não me opponho, por que julgo lhe procuraes a sua felicidade; mas ponho por condição, que lhe não prohibireis vir algumas vezes visitar-me.
--Isso, senhora, é um dever sagrado, que Rosa tem a cumprir. Vamos porém interrogal-a, por que ella nada sabe do que acabamos de fallar.
D. Thereza chamou a pequena, que veio correndo, e disse-lhe:
--Rosinha, queres ir viver com esta senhora e sua filha?
--Pois vós, senhora--respondeu Rosa tremula e timida--quereis mandar-me embora?
--Não. Pergunto sómente se me queres deixar, para te tornares uma menina da cidade, instruida e de maneiras polidas?