Aniceto
Não ha tempo a perder. Quero livrar-me da perseguição d'este bandido da flauta. Se V. S.ª annue, vamos sahir immediatamente de Barcellos, e onde podermos parar em paz e socego trataremos do seu casamento com a minha Victorina. Eu vou chamar minha filha. Quero que ella o veja e ouça fallar.
Guterres
Não, senhor. Isto de casamento é um acto sério e solemne. Corações apanhados de surpreza não me servem. A mulher, que houver de ser minha, hei de conquistal-a palmo a palmo com as armas do sentimentalismo poetico. Logo que eu conhecer que consegui apaixonar sua filha, então a contemplarei como objecto matrimonial. Eu sobretudo, snr. Aniceto, sou poeta.
Aniceto
Então que é preciso?{183}
Guterres
É preciso que ella me ame espiritualmente. Eu vou principiar os meus primeiros ensaios no coração de sua filha empregando os expedientes sentimentaes.
Aniceto
Que vae o senhor fazer n'esse caso?