Vem então esconder-te, vem esconder-te!

Frederico

Não! Um homem não se esconde quando olhos como os teus são testemunhas de tamanha covardia! É mister ser heroe!.. Mas eu estou vestido ignobilmente! (Arranca os vestidos mulheris:{125} fica de quinzena; mas conserva o chapéo e os boucles) Agora, armas! armas! (A morgada ri-se apontando-lhe para a cabeça.) Por que ris tu, mulher forte! porque ris tu, se fazes favor?!

Morgadinha

Tira a cartola e os cachos, meu amor.

Vozes (que sobrelevam o estrondo dos figles)

Morra o escrivão de fazenda! morra! (Grande catharro de João Lopes.)

Frederico

É chegada a hora! Dá-me um abraço, querida! Um abraço! e até ao reino eterno! As nossas nupcias são no céo!.. (Aponta para o tecto e fica como extactico; em quanto a Morgadinha vae rapidamente dentro, e sáe com dous bacamartes de bocca de sino.){126}

Morgadinha