Meu pae, se Frederico fugir, fujo eu; se elle morrer, morre sua filha, sua filha unica, a sua Joanninha, a luz dos seus olhos! Meu papá (ajoelha-lhe) eu já não posso deixar de ser esposa de Frederico, e juro que sou d'elle na vida e na morte! (Ergue-se: conduz Frederico pela mão, e ajoelha com elle) Dê-nos a sua benção, querido papá!

Pantaleão

Nunca! nunca! (Ouvem-se fora as acclamações.)

Morgadinha (erguendo-se soberba)

Então, não tenho pae! tenho só marido! Se o povo o matar, ha de vêr morrer-me ao pé d'elle... mas vingada!.. (Lança mão do bacamarte) Que entre o povo!{129}

Pantaleão

Em que apertos me vejo! Rebenta-me o coração!..

João Lopes (muito commovido)

Snr. morgado!.. Olhe que perdemos a nosa menina!..

Pantaleão (a Frederico)