—Então tem a bondade de dizer…
—Pois a senhora é que é a tal pessoa?…—tornou Theodora, já menos raivosa, que espantada do depravado gosto do marido.
—Que pessoa? não sei de quem v. ex.^a falla.
—A amasia de meu marido…
—Amasia de seu marido!… Cruzes!… a senhora veiu enganada… Eu sou uma viuva honrada; chamo-me Thomazia Leonor. Quem é o marido da senhora?! Isto tem graça!…
—Meu marido é o deputado Calisto Eloy.
—Ah!—exclamou Thomazia—Então v. ex.^a é esposa do sr. morgado…
—Já me conhece?!…—disse sorrindo ferozmente Theodora.
—Agora tenho a honra de a conhecer; mas eu não sou a pessoa que v. ex.^a procura. Bem vê que sou uma mulher de edade, e por desgraça estou aqui n'esta casa da prima do sr. morgado como dispenseira, e aia da fidalga.
—E que é da tal fidalga?