—Pois se caminhou, replicou o presidente, não caminhou direita. Os homens são sempre os mesmos e quejandos; as leis devem ser sempre as mesmas.
—Mas… retorquiu a opposição illustrada, o regimen municipal expirou em 1211, sr. presidente! V. ex.^a não ignora que ha hoje um codigo de leis communs de todo o territorio portuguez, e que desde Affonso II se estatuiram leis geraes. V. ex.^a de certo leu isto…
—Li, atalhou Calisto de Barbuda, mas reprovo!
—Pois seria util e racional que v. ex.^a approvasse.
—Util a quem? perguntou o presidente.
—Ao municipio, responderam.
—Approvem os srs. vereadores, e façam obra por essas leis, que eu despeço-me d'isto. Tenho o governo de minha casa, onde sou rei e govérno, segundo os foraes da antiga honra portugueza.
Disse; saiu; e nunca mais voltou á camara.
II
*Dois candidatos*