—Sabe que Manoel é um desertor, que a estas horas está prêso ou fugitivo?
—Não sabia…
—Quer isto dizer que a senhora não tem protecção de alguem.
A pobre mulher soluçava, abafada por ancias, e debulhada em lagrimas.
—Porque não vai para sua mãe?
—Não tenho recursos alguns—respondeu ella.
—Quer partir hoje mesmo? Á porta da estalagem encontrará uma liteira, e uma criada para acompanhal-a até ao Porto. Lá entregará uma carta. A pessoa a quem escrevo lhe cuidará da passagem para Lisboa. Em Lisboa outra pessoa a levará a bordo da primeira embarcação que sahir para os Açores. Estamos combinados? Aceita?
—E beijo as mãos de v. s.^a… Uma desgraçada como eu não podia esperar tanta caridade.
Poucas horas depois a esposa do medico….
—Que tinha morrido de paixão e vergonha, talvez!—exclama uma leitora sensivel.