—Deixal-o ser… tanto entram as balas n'elle como n'outro…
A discussão continuou sobre varias conjecturas. De tudo o que elles disseram uma coisa era certissima: ser o vulto o João da Cruz, ferrador.
Teria este dado trezentos passos, quando os criados de Balthazar ouviram o remoto tropel de cavalgadura. Ao tempo que elles sahiam do seu escondrijo, sabia João da Cruz á frente do cavalleiro. Simão aperrou as pistolas, e o arreeiro uma clavina.
—Não ha novidade—disse o ferrador—mas saiba v. s.^a que já podia estar em baixo do cavallo com quatro zagalotes no peito.
O arreeiro reconheceu o cunhado, e disse:
—És tu, João?
—Sou eu. Vim primeiro que tu.
Simão estendeu a mão ao ferrador, e disse commovido:
—-Dê cá a sua mão; quero sentir na minha a mão de urn homem honrado.
—Nas occasiões é que se conhecem os homens—redarguiu o ferrador.—Ora vamos… não ha tempo para fallatorio. O senhor doutor tem uma espera.