N'este proposito, moveram-se apressados, e Simão Botelho caminhou com as pistolas aperradas na direcção da porta.
Em frente do muro do jardim de Thereza havia uma cascalheira escarpada, que se esplainava depois n'uma alamêda sombria.
Os dois criados de Balthazar, quando o tropel do cavallo parou, recordaram as ordens do amo, no caso de vir a pé Simão. Buscaram sitio azado para o espreitarem na sahida, e entraram na alamêda quando o academico chegava á porta do quintal.
—Agora está seguro—disse um.
—Se lá não ficar dentro….—respondeu o outro, vendo-o entrar, e fechar-se a porta.
—Mas além vem dois homens…—disse o mais assustado, olhando para a outra entrada da alamêda.
—E vem direitos a nós… aperra lá a clavina…
O melhor é retirarmos. Nós estamos á espera de outro, e não d'estes.
Vamos embora d'aqui…
Este não esperou convencer o companheiro: desceu a ribanceira do cascalho. O mais intrepido teve tambem a prudencia de todos os assassinos assalariados: seguiu o assustadiço, e deu-lhe razão, quando ouviu após de si os passos velozes dos perseguidores. Sahiu-lhes o amo de frente, quando dobravam a esquina do quintal, e disse-lhes:
—Vocês a que fogem, seus poltrões?