—Não m'o diz o coração, e o meu coração nunca me engana—respondêra ella.

E Simão replicára:

—E que lhe diz o coração a meu respeito, Marianna? Os meus trabalhos ficarão aqui?

—Vou-lhe dizer a verdade, senhor Simão… mas não digo…

—Diga, que lh'o peço, porque tenho fé no bom anjo que falla em sua alma. Diga…

—Pois sim… O meu coração diz-me que os seus trabalhos ainda estão no comêço…

Simão ouviu-a attentamente, e não respondeu. Assombrou-lhe o animo esta ideia torva, e affrontosa á singela rapariga:—«Pensará ella em me desviar de Thereza para se fazer amar?»

Pensava assim, quando chegou o ferrador.

—Aqui estou de volta—disse elle com semblante festivo—Sua mãe mandou-me chamar…

—Já sei… E como soube ella que eu estava aqui?