—É a ultima vez que ponho a mesa ao senhor Simão em minha casa!
—Porque diz isso, Marianna?
—Porque m'o diz o coração.
D'esta vez o academico ponderou supersticiosamente os dictames do coração da moça, e com o silencio meditativo deu-lhe a ella a evidencia anticipada do vaticinio.
Quando voltou com a travessa da gallinha, vinha chorando a filha de João da Cruz.
—Chora com pena de mim, Marianna?—disse Simão enternecido.
—Choro, porque me parece que o não tornarei a vêr; ou, se o vir, será de modo que oxalá que eu morresse antes de o vêr.
—Não será, talvez, assim, minha amiga…
—V. s.^a não me faz-uma coisa que eu lhe peço?…
—Veremos o que pede, menina.