—Assim o espero. Anda vestir-te.

—Desculpe-me, senhora. Mas minha avó...—e Rosa parou corando.

D. Thereza, querendo experimentar a sua protegida, disse:

—Que queres a tua avó?

—Ella tambem fica?

—Não. Tua avó é cega e velha, para nada serve, e eu não sou rica bastante, para me encarregar da sustentação de duas pessoas.

—Então, senhora, agradeço os vossos beneficios, e todo o bem que me querieis fazer, mas não posso abandonar a minha avósinha, que morreria de paixão.

Vou ajudal-a a levantar-se, e regressaremos à nossa aldêa.

—E que has-de fazer na tua aldêa?

—Irei humildemente pedir a um mestre tamanqueiro um pequeno cantinho da sua casa, que estou certa me não negará. Não sou robusta, mas tenho coragem, por isso trabalharei nos socos durante o inverno. Quando vier o verão irei vender flôres e fructos, como os demais annos, e como eu, e a pobre cega, de pouco precisamos para viver, parece-me que ganharei para ambas. Logo que chegue a primavera não seremos pesadas a ninguem...