—Olha que Maria das Dôres está douda furiosa.
Achegou-se o pae da outra orelha, e disse-lhe:
—Talvez seja preciso amarra'-la.
Gonçalo encarou em ambos, e respondeu:
—É a felicidade que lhes devo, meus carinhosos paes.
A mãe entendeu, sem merecer creditos de esperta, a ironia, e replicou mansamente:
—Tens razão, meu filho! tens razão...
E o pae accrescentou em outro tom:
—Ás vezes dois puxões de orelhas curam estas doudices.
Maria das Dôres, com o seu feio costume de escutar, ouvira as palavras do sogro e exclamára: