Em môlho d'açafrão, e de tomate,
Um cego adorador... achaste em mim.
Transforma o estro meu em lombo assado,
Da minha inspiração faz um podim.
Tu filha dos baroens, musa do unto,
Nasceste na cosinha entre caçôlas;
Saudaram-te no berço alhos, cebôlas,
Do cominho tiveste uma ovação.
Depois, trajando gallas de toucinho,
Eu vi-te nas bochechas d'um barão.