Se navegaes por bonançosos mares,
De subito, no azul do ceu vereis
A nuvem que se rompe nos parceis
De imprevistas borrascas de pezares.

Disse Henry Heine, o cego: «Não lastimem
«As lancinantes magoas que me opprimem...
«Espere cada qual chorar por fim.»

E eu, que tanto carpi os condemnados,
Os cegos—os supremos desgraçados!—
Já lagrimas não tenho para mim!

[{89}]

INDICE

Pag.
Nota Illustrativa [7]
O Conde de S. Salvador de Mattosinhos [21]
Visconde de Benalcanfor [23]
A maior dor humana [25]
Luiz—O Bom [27]
Lagrimas [29]
Corôa de espinhos [31]
Velhos problemas sagrados [33]
Rachel [35]
Alexandre da Conceição [37]
Paciencia [39]
Veterano [41]
Scena trivial [43]
Alcacer Kibir [45]
Jorge [47]
Critica do auctor [51]
Thomaz Ribeiro [53]
Remorso [55]
Te-Deum laudamus [57]
7:500 contos [59]
Lua de mel [61]
Messias [63]
Portugal Contemporaneo [65]
Logica de ferro [67]
Aromas [69]
Lisboa bucolica [71]
A outra metade [73]
Comedia humana [75]
Ao Visconde d'Ouguella [77]
Triumphos da eloquencia [79]
Derrocada [81]
O ultimo romantico [83]
Epilogo [87]