[3] Ecloga III do Lima.

[4] Cant. 2.^o est. XXXVI.

[5] Alludia á novella intitulada o Senhor do Paço de Ninães.

[6] Vou condensando estas noticias colhidas em um livro do coronel Francisco de Figueiredo, escriptor coevo dos successos. É um tomo que fórma o 14.^o da obra intitulada Theatro de Manuel de Figueiredo. Este livro raro, malissimamente escripto, é precioso repositorio dos costumes portuguezes do decimo oitavo seculo. A proposito do negociante Araujo, informem-se os curiosos desde pag. 632 até 640.

[7] Em provincia nenhuma, salvante o Minho, ouvi ainda empregar este verbo regeitar (de rejicere) como quem diz arremessar. Arma que fere de arremesso, em bom portuguez, chamou-se antigamente regeito. O povo usa o verbo que é excellente e onomathopaico. Os minhotos, que fizeram exame de bachareis, e de instrucção primaria (o que é mais difficil), riem-se quando o gentio analphabeto diz: «regeitou-lhe uma pedra.»

[8] O Demonio do ouro.

[9] Os realistas usavam nas suas correspondencias termos convencionaes. Lua era o general em chefe Macdonnell. Este general, quando foi batido pelo conde de Casal em Braga, deixou ali um volumoso diccionario manuscripto, curiosamente elaborado pelos realistas de algum vulto lexicologico, com bastantes documentos que hoje estão esquecidos, e mais tarde a historia não saberá onde procural-os. N'este diccionario cryptographico os vocabulos mais engenhosamente disfarçados são estes:

Inimigos—BESTAS.

Inimigos em movimento—BESTAS DESINQUIETAS.

Inimigos em marcha contra nós—BESTAS DE JORNADA.