Sim, Liborio; somos um do outro, são inseparaveis os nossos destinos... Eu sou sua como o senhor é meu... O senhor póde esquecer isso... eu é que jámais!...

[LIBORIO]

Esquecer, esquecer, eu! Se tu soubesses as noites tormentosas que eu passo!... o que me custa a adormecer... as reflexões que precedem o meu somno... os sonhos que o acompanham... Queres que eu t'os conte?

[ITELVINA]

Pois sim, conte lá.

[LIBORIO]

(erguendo-se) Ás vezes, vejo-te sahir d'uma floresta como a Armengarda do Alexandre Herculano das penhas da Covadonga; outras vezes estamos os dois n'um paraizo terreal como Adão e Eva... e eu a apertar-te ao coração (aproxima-se) a apertar-te... (Cinge-a com os braços).

[ITELVINA]

(gritando) Ai! ai!

[LIBORIO]