Então o senhor... não come!

[LIBORIO]

Boa viagem. (sahe pelo fundo).

[SCENA X]

[ITELVINA]

(só, parece muito agitada, e observa se Liborio não volta) O tempo deve estar entroviscado... Cá o sinto nos nervos! (Senta-se á esquerda da jardineira, e serve-se da sopa atabalhoadamente; come em silencio) Esta sopa é detestavel! e depois não tenho appetite nenhum! (Arremessa a colher) Que é o que eu vou fazer a Lisboa? É uma tolice. Viajar, para quê? Lisboa já eu conheço... Se eu fôsse para o norte... (Erguendo-se raivosa contra si) Oh! Itelvina! tu és incrivel!... fazes coisas!... Eu fui muito injusta... porque elle amava-me... Meu pae foi o causador de tudo... Para que lhe disse elle... «Fez bem em matar Macario»? Oh! com certeza, teria elle feito uma boa acção, e a minha maior injustiça foi eu querer castigal-o por isso... Papel sellado!... que patife!...

[LIBORIO]

(fóra) Vae ahi á Batalha chamar o trem, depressa.

[ITELVINA]

É a voz d'elle!... tornou!...