—Não me dês sempre excellencia, Casimiro; chama-me alguma vez pai, se queres que eu te chame filho.
Beijou-lhe de novo a mão, em quanto Christina, tomando o maior quinhão do contentamento d’aquella adopção paternal, abraçou-se ao pescoço do velho, e acariciou-o infantilmente.
Ao anoitecer, Casimiro pediu licença para sahir.
—Onde vaes?—acudiu Ruy de Nellas.
—Vou acompanhar o cadaver de Guilherme Lira.
Encararam-se mutuamente, e voz nenhuma contrariou a piedade do amigo.
Ladislau, tomando licença de sua mulher, seguiu o compadre. O vigario ficou em companhia de Ruy e das senhoras.
Christina, ao despedir-se do esposo, no patamar da escada, disse-lhe em modelação supplicante:
—E se houver desordem?...
—Eu farei que haja paz, minha filha.