—E estas duas creancinhas?
—Uma é minha neta e tua sobrinha, primogenita e unica de Christina, a outra é filha de Ladislau.
A condessa, ouvindo o irmão, a cada instante relanceava os olhos a Bettancourt, unico da comitiva, que ficára de pé, no intento de servir a hospeda, e dar a sua cadeira ao capellão.
—Senta-te, Casimiro—disse o velho—Aqui tens, Eugenia, o meu orgulho, a minha gloria, o meu Casimiro sem mancha de culpa, com a sua honra illibada! Não foi preciso appellarmos para Lisboa. A justiça de Deus veio mais cedo do que a esperavamos. Eu te conto como isso foi...
—Sei tudo—atalhou a irmã—Já me informaram na hospedaria.
—Mas como estás tu aqui, mana?—tornou Ruy—Vinhas munida, talvez, de cartas para alcançares a absolvição de teu sobrinho em Coimbra?
—Não, Ruy—tartamudeou a condessa.
—Então que palpite foi esse de te botares ao caminho, sem saberes a decisão do julgamento?!
—Dizes bem, Ruy... foi um palpite...
—Bem hajas tu que vieste dar o remate á nossa satisfação! Agora vais comnosco para Pinhel, não é assim?