—Creio que a sr.ª D. Christina não entrará em convento, nem Casimiro fugirá sem ella.
—Veremos! Eu vou mandar homens a S. Julião da Serra!
—Fará v. ex.ª mal. Na minha terra nunca entraram homens de braço armado, excepto os francezes, que incendiaram as casas por não encontrarem alguem. As nossas defezas e resguardo são as serras. Eu conduzirei a filha de v. ex.ª onde não possa a violencia alcançal-a. Ella fiou-se em mim, acceitou a minha casa, hei de defendel-a. A não poder vêl-a esposa do homem que ama, não serei eu que vá perfidamente arrancal-a ao seu destino, bom ou mau, Deus sabe qual será. Calar-me seria uma perfidia. Volto, pois, com o coração de lucto, e direi a meu cunhado que v. ex.ª lhe prohibe remediar a desventura da sr.ª D. Christina.
—Mas diga-me cá!—acudiu de golpe o velho.—Se eu consentisse no casamento, que se seguia? Minha filha voltava a Pinhel com o marido?
—Não, senhor.
—Pois então?
—Lá sabem o seu intento. A Pinhel não voltarão.
—Mas quem os sustenta, depois?
—Serei eu, se elles quizerem.