OFFERECE ESTE ESCRIPTO
O Auctor.
Meu Amigo:
Ha vinte e tres annos que eu vivi em sua companhia.
Lembra-se d’aquelle incorrigivel rapaz de quatorze annos, que ia á venda da Serra do Mesio jogar a bisca com os carvoeiros, e a bordoada, muitas vezes?
Esse rapaz sou eu; é este velho, que lhe escreve aqui do cubiculo de um hospital, muito visinho do cemiterio dos Prazeres.
Eu sou aquelle a quem padre Antonio de Azevedo ensinou principios de solpha, e as declinações da arte franceza.