—Que diz elle em contrario do que eu affirmo?

—Que tu vives do producto das joias, que tua senhora subtrahiu ao pai.

—Mente!—disse serenamente Casimiro, e accrescentou:—Não quero ouvir mais. Ouviram-lh’o muitas testemunhas?

—No botequim da Rua-larga. Eramos mais de vinte rapazes, e passavas tu n’essa occasião.

—Se desejas servir-me...

—Se desejo!... Quebro-lhe a cara, se isso te apraz.

—Não, meu amigo. Eu sou um homem como elle. O que eu te peço é que tomes nota das pessoas que ouviram a calumnia, para mais tarde pedires a presença d’ellas.

—Facilmente: eu te digo os nomes... Eram...

—Escuso. Basta que tu saibas. São horas de estudarmos a lição.

E abancaram tranquillamente.