[[3]] Pag. 5.
[[4]] Elidem-se phrases que ressumbram de mais á cazerna onde o commendador d'Aviz escrevia o seu despejado depoimento.
[[5]] A pagina 111, penultima do ms., lê-se o seguinte: «Este Epytome da vida d'Affonso VI, foi copiado exactamente do original, que se achava na livraria do duque de Cadaval, composto sobre as «Memorias» de Luiz Teixeira de Carvalho, que foi official maior da secretaria de estado, por cuja mão correram as ditas «Memorias»; porém, ha n'ellas circumstancias tão particulares que persuadem serem ditadas pelo duque D. Nuno Alvares Pereira, que teve tanta parte na deposição deste monarcha. Suas queixas o fizeram esquecer das grandes acções do governo d'este infeliz rei e das gloriosas victorias do seu reinado. Veja-se sua vida por o auctor mais critico.»
Segue outra declaração:
«A copia a que se allude, e da qual esta foi tirada, pertence a D. Miguel Antonio de Mello; e hoje possue-a o conselheiro Antonio Joaquim Gomes de Oliveira, official maior da secretaria de estado dos negocios estrangeiros. Lisboa, 29 de Maio de 1845. Jacintho da Silva Mengo.»
[[6]] Mosteiro onde se recolhera D. Maria de Saboya.
[[7]] Á margem do livro-genealogico donde vou trasladando esta linhagem, está escripta uma nota curiosa: «Salvador Fagundes era um homem ordinario de Pinhel, que andava a vender meias, e neste tracto o viu o padre Francisco Xavier da Mesquita Pimentel, frade loio, que m'o disse, em Fevereiro de 1775. E diz que haverá setenta annos que lhe vira vender as ditas meias. Outros me dizem que fôra pintor; emfim, sempre foi pessoa humilde. Porém, enriquecendo, foi pagador d'um regimento, e ajuntou tanto cabedal, que era já muito estimado. A um general que de Castella veio andar nas guerras de Portugal fez grandes offertas; e, quando se recolheu a Hespanha, lhe mandou por todas as partes offerecer todo o dinheiro que quizesse e na forma que lhe parecesse; e por ultimo, julgando o general que aquillo seria bazofia, disse em uma parte que queria 50$000 cruzados; e, como logo lh'os dessem, os não acceitou, e ficou muito agradecido por ver que era verdade, e escreveu a el-rei de Portugal, dando-lhe parte de tudo, e pedindo-lhe que premiasse aquelle homem que tantos obsequios lhe fizera, João Pinto Ribeiro de Castro Vella me disse que o dito Fagundes ajuntára muito cabedal, quando fôra assentista e pagador nos tempos da guerra; e que, suspeitando que o governador o queria culpar pelo muito que furtára, lhe foi fallar; e como o governador o não quizesse receber, o Fagundes fingira um flato ou accidente, deixando uma bengala que trazia, na qual, pegando um criado do governador, e achando-a muito pezada, a levara ao amo que, admirado do pezo, a entrou a examinar e a achou cheia de moedas de 6$400 reis, com as quaes se accommodou, etc.»
Viessem cá hoje Fagundes com taes bengalas, que levavam com ellas... depois de vasias.
[[8]] Não percebo o pudor de quem traduziu, omittindo o nome da proprietaria do hotel.
[[9]] Portugal. Recordaçoens do anno de 1842—pag. 18.