A quem?

José de Sá (tirando a carta da carteira)

Á irmã que tinha no convento da Encarnação. Lê.

Jorge (examina a lettra com grande commoção)

Lê tu... Não posso.

José de Sá (lendo)

«Minha irmã, escrevo-te nas ancias de uma terrivel morte. Morro envenenada por Jacome. Invoco o sancto nome de Deus para jurar que Leonor é filha de meu marido. Elle disse que não era seu pae quando eu lhe pedi que a não desamparasse. Mostra-lhe este meu juramento, feito ao ir d'esta vida á presença de Deus. Se elle a desamparar, dá-lhe tu metade do teu pão. Adeus. Chora-me e pede ao Senhor pela tua pobre Martha.»

D. Maria da Gloria recebeu esta carta, sahiu{183} do convento, e entrou em tua casa, quando a irmã era morta. Eu dirigi o enterro da defuncta, e na volta do cemiterio soube que D. Maria da Gloria tinha levado a sobrinha. Indaguei na Encarnação; ninguem me soube dizer a paragem de tua cunhada.

Jorge

E soubeste depois?..