Raphael ergueu-se, relanceando a vista ás pistolas.

—Entrou com elle uma senhora—continuou o criado.

Ergueu-se Ricardo de salto, exclamando:

—É ella!... é Margarida!

—Eu estava no quarto do porteiro—continuou o criado—quando elles saltaram de uma sége. Poucos minutos antes, tinham chegado uns gallegos carregados de malas, e disseram que as mandava um senhor, que ás quatro horas tinha falado com o dono da hospedaria. Eu escondi-me assim que o conheci, e dei tino de que a mulher, que entrou com elle, falava estrangeiro.

Ricardo fez um salto arrebatado á porta. Raphael reteve-o, exclamando:

—Alto ahi, mentecapto! Que vaes fazer?

—Apunhalal-os.

—É justo; mas manda saber primeiro o numero do quarto em que os has de matar—replicou o de Fayões com agastada ironia.—Se não tivesse compaixão de ti, despresava-te, Ricardo!

E, voltando ao criado, mandou-o observar o que podesse.