Entrou á sala um escudeiro.
—A criada de sala?—perguntou Ricardo.
—Está no quarto das fidalgas.
—Que venha aqui.
Entrou a criada.
—Conduza esta senhora ao seu aposento—disse Ricardo—e conserve-se no quarto proximo, esperando as ordens que a sr.ᵃ D. Margarida lhe der.
—Mas as fidalgas...—balbuciou a aia.
—Ordenei!—atalhou o moço—e, voltando-se a Margarida, disse:—Quando vossa excellencia quizer recolher-se...
—Irei já; mas dispenso os serviços da sua criada—observou a franceza.
Ao romper da manhã, Margarida estava preparada, como se recolhêra á alcôva. Parecia ter chorado, e velado o restante da noite. Á mesma hora, Ricardo mandava preparar os cavallos, e enfardar a sua bagagem. Quando sentiu movimento no quarto da franceza, esperou-a na ante-camara e disse-lhe: