—Quando elle tiver vendido as ameias de um castello, que tem na provincia, a hospeda muda de hospedaria.

—Tomáras tu que ella mandasse preparar aposentos em tua casa...

—Pagando-m’os.

—Maganão! por tua vontade não espera ella que o Ricardo venda os torreões do solar dos Almeidas por quem sempre o Tejo chora...

—Era publica e notoria a tua paixão.

—Gostava d’ella: não ha nada mais humano.

—Mas parece que não mareaste bem n’aquelle rumo... Foste a pique, eim?

—Ha derrotas que são triumphos. Fez-me o favor de me offerecer a sua amisade fraternal.

—Que irmã! É uma honra ser irmão d’aquella Margarida...

—Confessemos que a mulher é leal. Ave rara n’esta terra!