—Pois não te perdôo, Nicoláo!—exclamou ella irada sobre posse, e escarlate por effeito da surpreendente suspeita.

—Perdoas, que eu,—tornou caricioso o marido—tanta justiça te fiz que nem levemente indaguei... para não dar direito a que alguem te suppozesse um instante criminosa. Nem com esta prova de respeito ás tuas virtudes me perdoas?

Beatriz deixou-se beijar e sorriu.

Nicoláo continuou:

—Em prova da confiança que me mereces, assim que estivermos em Palmeira, convidarei Raphael.

—Não quero! atalhou Beatriz com vehemencia. Magoas-me cruelmente se o fizeres.

—Compreendo o teu pundonor, tornou Nicoláo, soberbo do pundonor de sua esposa.

N’este dia, disse o morgado ao sogro:

—Vamos passar algum tempo á aldeia.

—Fazeis bem, respondeu Martinho; Beatriz precisa de bons ares, que está com má côr.