Gervasio levou a mão ao boné, e disse risonho:

«Boas noites, snr. Vasco... Acha-me, talvez, muito barbado para noiva?!

D. Maria apertou-lhe o braço, murmurando:

—Não zombe do infortunio, snr. Gervasio... Eu tenho direito a esperar a continuação da sua delicadeza...

«É um direito de que eu a não privarei, minha senhora. Serei delicado com o filho como o fui com a mãi... Por isso mesmo, rogo a v. exc.ª que mande seu filho assistir ás duas palavras que devo dizer-lhe.

—Vem, filho...—murmurou D. Maria, ao mesmo tempo que o coronel estendia affectuosamente a mão a Vasco, bastante pundonoroso para regeital-a.{194}

«Recusa?!—disse o pai de Leocadia, franzindo a testa com sobranceria militar.

—Então, Vasco?!—acudiu D. Maria, movendo o filho a curvar-se com humildade diante do coronel.

«Quer que subamos, snr.ª D. Maria, ou mesmo aqui me escuta?—disse Gervasio com mal disfarçado azedume.

—Não, senhor, subamos. Vens comnosco, Vasco?