, em que apparece um vendedor ambulante que entre outras cousas apregoa

hilo portugués

, e varias scenas depois um soldado que menciona a grande peça de Diu existente em Lisboa, não sei se no Arsenal do Exercito. São estas as suas palavras--«No habiéndome espantado ni atemorizado tiros maiores que el de Dio, que está en Lisboa.»

O que me faz collegir que o dicto militar presenciou o memoravel cêrco.


É isto tudo o que li relativo a Portugal nas obras do immortal critico das Hespanhas, e que fielmente relato, rogando aos que lerem este folheto me desculpem a má linguagem em que o escrevi em

Lisboa, aos 18 de fevereiro de 1872.

NOTA

Referindo-se a Bento Caldera (portuguez) primeiro traductor dos Lusiadas em castelhano, diz o sr. visconde de Jurumenha na sua bella edição das obras do immortal Luiz de Camões, 1860, as seguintes palavras: «O celebre Miguel de Cervantes Saavedra fez menção da traducção e traductor n'estes versos na sua

Galatea