Vontade propria no paiz!
São dez horas da manhã do dia 19 de maio de 1870.
Está Lisboa em socego profundo.
Nem a mais ligeira alteração na apparencia da nobre cidade!
A loja não se abre a meia porta; patenteia-se de par em par ao freguez que a procura, como a procurara na vespera, pacifico e talvez risonho.
O negociante trabalha no escriptorio.
O operario moureja na officina.
O vendedor ambulante apregoa na rua.
Socego profundo! Uma tal ou qual reacção que houve, sómente semanas depois começou a traduzir-se em factos.
E, comtudo, o paiz desandara em dez horas o que lhe levara dez annos a andar!