Aonde houvera a espontaneidade ficaria a coacção.
Ao pudor da familia segredaria o demonio do ouro suas infernaes tentações.
O proprio archanjo da caridade tentaria debalde chegar-se ás camas dos enfermos nas misericordias e hospitaes, porque só alli acharia leitos nus, aonde, á força de miseria nas arcas vazias, não haveria misearias que proteger e consolar.
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A bancarota!
Já encarastes bem essa atroz eventualidade?
Não é a venda da herança por um prato de lentilhas; é a venda do patrimonio por um espectaculo de horrores.
A bancarota é o prejuizo material multiplicado pelo sobresalto do espirito; operação que, em virtude d'um phenonemo inevitavel, produz sempre um resultado superior á intervenção dos dois factores que n'ella collaboraram.
A bancarota ainda é mais do que tudo isso. Mais do que a pobreza; mais do que o perigo; mais do que o descredito; mais do que a barbaridade; mais do que a sedição.
É a deshonra do nome da patria!