Figuras 7. 8. e 9. representaõ o forno, de que se servem quasi todos os oleiros, maiormente para cozer os tijolos.

Figura 7. representa o plano do forno ao nivel do terreno. A, entrada da fornalha. AB, onde se faz o fogo, como se mostra pelas mesmas letras fig. 8. K, I, separações dos ladrilhos, entre os quaes ha espaços vasios, para que o ar quente se communique ao forno. Esta separaçaõ, que divide a fornalha do interior do forno, se chama la-fausse-tire. F, hum vaõ, ou buraco da porta, chamado tetin. Por este lugar se entra no forno para lhe arranjar a louça: e em estando cheio, se fecha este tetin com hum muro de tijolos, a que chamaõ la Languete, em baixo desta, ha duas portas, ou aberturas L, fig. 8. que se chama creneaux, ou, como dizem os Louceiros carneaux: por estas aberturas passa a fumaça para o tubo do chaminé CD, fig. 8. que representa a vista do forno pela longitude. AB, he a fornalha: KL, assoalho do forno. Vê-se acima do K, la fausse-tire. A, E, M, he a abobada do forno; em LM, está a lingueta, abaixo de C, os creneaux, e CD, tubo da chaminé para descarga da fumaça. Vê-se em a, os tijolos da fornalha postos em carreira, para sustentar os tijolos, de que se enche o forno.

Figura 9. he huma vista do mesmo forno transversal pela linha GH, da fig. 7. por baixo em AB, estaõ tijolos de assoalhar, ou vasilhas de commodidades, sobre que se arranjaõ as louças, com que se enche o forno.

Figura 10. T, caldeirinha quadrada, feita a maõ, e sobre a meza de aperfeiçoar.

Figura 11. alguidar, ou gamela commum de louça.

Figura 12. especie de fogareiro chamado toupine.

Figura 13. escalfador.

Figura 14. pequena cassarola.

Figura 15. roda dos oleiros vista em golpe.