«A Tribuna não póde deixar de agradecer-lhes essa honra, de que sempre nos ensoberbeceremos, servindo-nos de estimulo para proseguirmos no caminho que tomamos sobre nossos hombros.
«Agora, que rendemos o preito devido ás nossas formosas e patrioticas assignantes, o leitor nos permitta tratemos de alguns factos.»
Na data em que isto se publicava—20 de maio de 1872—, a Tribuna fazia uma tiragem de 1:000 exemplares, e para mostrar que o apello fôra attendido pelos patriotas, aquelle numero subiu a 3:000, passado apenas um anno!
Tambem diziam:—o jornalismo do imperio não faz caso do pasquim; e a Tribuna fulminava assim os insultadores da sua dignidade:
«Estranha o bandido d'além mar, em um aranzel publicado no Diario da Bahia, que o Jornal do Pão de Assucar tenha tido a honra de permutar com o nosso periodico.
«Estes labregos não se conhecem!
«O Jornal do Pão de Assucar, por ser redigido por um homem de bem, foi que pediu a permuta á Tribuna, e ella acceitou. Nós permuttamos com quasi todos os jornaes do imperio, dos logares os mais longiquos, e de todos estes jornaes só ao Globo foi que da nossa parte pedimos permuta; quanto aos mais nós não fazemos mais que acceital-o se o jornal é digno d'essa consideração (sic), se não é damos-lhe um pontapé como fizemos ao Imparcial de Guimarães, porque aqui não jogamos perolas a porcos, nem damos esmolas aos cães.»
Se não fôra demasiado extenso publicariamos n'este logar a lista dos jornaes do imperio que trocavam com o pasquim incendiario do Pará.
IV
Alguns de nossos leitores terão reparado já na insistencia de só querermos apresentar á vindicta publica a Tribuna, deixando incolumes os pasquins Regeneração e Constituição, que tambem se publicam na cidade do Pará; aquelle, orgão official do clero, e este do partido conservador. Não é esse o nosso intento, assim como o não é de isentarmos os pasquins que se publicam nas outras capitaes das provincias, ao sul da do Pará.