«Quando um povo chega ao deploravel estado de ver o primeiro ramo da riqueza do seu paiz entregue a estrangeiros, que escarnecem d'elle, como os portuguezes dos brazileiros, não póde conter-se.
«E, para conquistarmos o commercio, não é preciso desatinos, conquistemos sublime e francamente por meio da união, da associação, concorrendo para as casas dos nacionaes e esquecendo as espeluncas dos passadores de cedulas falsas» etc. etc.
E conclue:
«Escolha o povo: ou nacionalisar o commercio a retalho para salvar-se d'esta miseria, ou succumbir sendo victima d'ella, tendo sobre a campa o vergonhoso epitaphio—covardes! Povo de escravos!»
Nós cá não somos tão máus como o patriota João Cancio e Romualdo—redactores da asneira; nós cá bradaremos aos pasquineiros e a quem lhe dá trella:—ó mandriões! agarrai na enchada e desbravai a terra! e quando ella vos der ouro, vinde então estabelecer o commercio a retalho brazileiro ao lado do commercio a retalho portuguez!...
Mas não ha gastar cera com tão ruins defuntos. Vamos ao que importa.
Na Bahia publica-se o Alabama e o Labaro Academico.
A sua irmã Tribuna expressa-se n'estes termos a respeito do orgão dos estudantes da academia em S. Salvador:
«Labaro Academico».—Pelo paquete do sul entrado no dia 15 do corrente em nosso porto, recebemos o n.º 8 d'esse illustre periodico, redigido por abalisadas pennas.
«A illustre redacção do Labaro Academico sobremodo nos penhorou, que não podemos deixar passar desapercebidas as phrases lisongeiras, que com profusão nos dirige, com as quaes illustramos as columnas do nosso periodico.