«O que é certo é que os brazileiros que servem na guarda urbana têm sido aggredidos, insultados e espancados por estrangeiros turbulentos e sem educação; e o que é certo tambem é que esse estado de cousas não póde continuar.

«Estamos muito atrazados ainda, mas regeitamos a civilisação dos carroceiros do lixo.[[56]]

«Ah! se a centessima parte d'esses factos se desse em qualquer das provincias do norte, no Pará, por exemplo!...»

Agora vejamos quem são os taes guitas do Rio, que a Nação parecia defender.

Falla um correspondente da Tribuna, estabelecido na côrte do imperio:

«Amigos—não sei o que escrever, ou para melhor dizer, não ha novidades a não ser chuva, e muita chuva, que tem sido causa de graves e lamentaveis desgraças, mas sempre a maldita e vil gentalha gallega aproveitando-se das desgraças alheias para o seu nefando fim—o roubo!

«Como verão das noticias que abaixo seguem extrahidas do Jornal do Commercio e do Diario do Rio, um soldado de policia (seja dito de passagem que dois terços dos soldados do corpo de policia d'esta triste e desgraçada côrte é gallegada!!!) aproveitando-se da occasião em que fazia guarda á casa do conselheiro Menezes guardou um relogio com corrente de ouro e um paliteiro de prata! Foi preso, encontrando-se-lhe o roubo!!»

Conclusão:

Se a policia era insultada pelos estrangeiros carroceiros do lixo, a Nação tirava a desforra, defendendo os seus compatriotas; mas se a policia roubava os relogios e os paliteiros de prata, o correspondente da Tribuna dizia de passagem, que dois terços de soldados do corpo de policia era gallegada!

Isto não se commenta.