Ha tempo escreveu um correspondente do Pará para um jornal da capital[[64]], o seguinte:—«O auctor das Questões do Pará, ou por não querer tornar o livro volumoso, ou por ignorar muita cousa, em razão de ter aqui residido pouco tempo, diz muito menos do que podia e devia dizer

Valha-nos ao menos estas demonstrações sinceras dos que ainda soffrem.

XII

Um jornal paraense a—Regeneração—accusa-nos de calumniador das senhoras paraenses no que escrevemos em outro logar[[65]]. É uma falsidade o que se pertende affirmar com visos de verdade.

Calumnia é o que segue, publicado na Tribuna do Pará:

«Que fecundidade espantosa!—Na Correspondencia de Portugal, transcripta no Diario de Belem de 7 do mez passado, se lê esta noticia:

«Foi publicado o relatorio da Santa Casa da Misericordia, e por elle se vê que no fim do anno economico de 1872-1873, estavam a cargo da misericordia 13:370 expostos, dos quaes apenas pouco mais de 100 na casa dos expostos

«Com effeito, 13:370 engeitados no anno de 1873 estavam a cargo da misericordia de Portugal!

«É mais um documento, que offerecemos aos nossos leitores, para com elle provarmos a perversidade de que é dotado o coração portuguez, que expõe os filhos á miseria, á desgraça e á morte!

«Os povos barbaros por certo que não procedem com tanta deshumanidade para com os seus, como a raça portugueza procede para com os proprios filhos, negando-lhes um nome, e preferindo uma morte desgraçada, ou uma educação errante e infame, do que sugeitar-se á creação!