«Entrae, mas devagar; cuidado com os precipicios abertos na ponte, que vos pódem devorar...
«Que vêdes? Uma horrivel masmorra, suja, fria e humida, e lá no fundo um desgraçado que largou patria e familia em busca da felicidade!... da felicidade!...
«Olhae para o infeliz; que vêdes? A figura do desespero, o homem angustiado!
«Vêde o fato que o cobre:—farrapos immundos!
«Escutae-o: parece delirar...
«O que diz?—Meus filhos... meus filhos... quem velará por vós?
«Vou morrer, vou já, já... agora, elles ahi vem; é aqui no Barbalho que se executam os sentenciados...
«Meus filhos, meus filhos, quem velará por vós?
«Eu morro: mas qual é o meu crime, qual o meu peccado?»
«Socega irmão; teus olhos são duas postas de sangue, teus soffrimentos horriveis; mas não ha remedio; tem paciencia, soffre!