—Já leste um folhetim de Fernão Vaz? perguntou-me um amigo velho.
—Ainda não.
—Pois lê; e deu-me uma folha portuense.
—Isto é porto, disse eu.
—Pois enganas-te de meio a meio.
Torno a ler o nome do jornal, soletro-o ao meu amigo, e insisto—é porto,—já te disse.
—Já vejo que tens o paladar estragado, retorquiu-me,—isso não é porto é mata ratos d'esse que se vende, a toda a hora, na cidade do burrié e da fava torrada.
Como o tal meu amigo tem uma linguinha de prata, calei-me e li o folhetim de cabo a rabo ou, como diria o meu mestre de latim, ab initio ad finem usque.
Eu que queria desviar qualquer conversa desagradavel ao sr. Fernão Vaz, respondi-lhe: a folha é bem escripta.