Verdades da Agencia Americana, sobre os acontecimentos do Pará em 1874.—Prova-se que o conego Manuel José de Sequeira Mendes é tribuno.—A educação dos paraenses.—Verdades amargas sobre a educação.—Os tribunaes do Pará.—Como são julgados os assassinos dos portuguezes.—O Diario de Belem.—O chefe de policia do Pará.—A religião dos paraenses.—A maçonaria.—O funccionalismo publico do Pará.—A salubridade e os medicos do Pará.—Como os brazileiros tratam os colonos agricultores.
Apendice:—Relatorio do chefe de policia sobre os assassinatos de Jurupary.—Inquerito das testemunhas.—Pronuncia dos assassinos dos portuguezes.
Acabamos de assistir á leitura d'este importantissimo trabalho e podemos assegurar ao auctor que a sua publicação ha de ter um exito felicissimo.»
(13 de abril.)
«A sociedade compõe-se, na sua maxima parte, de pobretões. É um principio incontestavel, que eu quizera que não fosse o fim dos meus amigos.
E os pobretões podem abrigar n'alma tantos desejos como os ricassos.
Ha só um ponto em que necessariamente divergem d'aquelles. Se, desde que Horacio versejou, sabemos que ninguem está contente com a sua sorte, o ponto de divergencia salta a todos os olhos: o ricasso deseja soltar-se da riqueza; o pobretão deseja prender-se n'ella.
Outro gallo cantára a todos se não ter onde cahir morto assegurasse a immortalidade; porém não ha tal; pódem todos não ter onde cahir mortos, mas para esse fim, que é em verdade fim, o municipio não nega um pedaço de rua, o amigo não recusa uma nesga de quintal, e o senhorio não furta quatro taboas do sobrado que arrendou.
Mas é sem duvida triste que um ser pensador venha ao mundo sem mais propriedade do que o seu nariz.
E louvor merece portanto qualquer esforço que elle empregue para alargar essa propriedade; o que não quer dizer—alargar as ventas.