Julgam nossos paes perdidos com Jeropary, ardendo em fogos subterraneos, e riem-se de nós quando choramos e lamentamos nos funeraes de nossos parentes.

Mandam atirar no matto a comida, a bebida, e o fogo, que costumamos dar aos nossos parentes defunctos para fazer a viagem até onde estão nossos avós nas montanhas dos Andes.

Elles nos dizem e prégam, que somos muito tollos em dar credito aos nossos barbeiros e feiticeiros, especialmente ao seo sopro para o curativo dos infermos.

Fallam com altivez contra Jeropary, e não o temem de fórma alguma.

Promettem aos que crêem em Tupan, e que elles lavam com suas mãos, de subir ao Céo por cima das estrellas, do sol e da lua, onde está Tupan sentado, e em roda d’elle os Maratás, e todos os que acreditam em suas palavras, e são por elles lavados.

Regeitam raparigas e mulheres, dizendo que o filho de Tupan não as teve, sahindo do ventre de uma rapariga chamada Maria com a qual nunca seo marido teve relações.

Ha dias nos quaes não comem carne embora lh’a offereçam.

Não se passam dez dias, contando pelos dedos, que não mandem os Francezes vestirem-se com roupas bonitas, e irem a casa de Tupan fallar com elles e escutar a palavra de Deos.

Vestem-se de maneira diversa dos outros francezes, caminham diante d’elles, e todos os saudam. Convivem sempre com os grandes, que lhes fazem tudo quanto querem, e dizem até que abandonaram suas riquezas e fazendas para mais livres conversarem com Tupan, e manifestarem a vontade d’elle aos francezes.