«A segunda coisa que aqui me traz, é offerecer-te meos filhos, que t’os dou, quero que sejam teos, e que os faças Caraibas.

«Desejo igualmente e peço-te, que venhas tu ou um dos padres á minha aldeia edificar uma casa para Deos instruir a mim e a meos similhantes, e declarar-nos o que Tupan deseja de nós para sermos lavados, como tem sido os outros.

«Asseguro-te que não faltariam viveres, por ser minha terra boa e abundante de caça.»

Advirto ao leitor, que é facil traduzir as palavras e pensamentos d’este selvagem, porem não os gestos e a vivacidade do seo espirito ao pronuncial-os: direi apenas que suas expressões eram acompanhadas de lagrymas e com vóz cheia de fervor e devoção revelava-me o toque do Espirito Santo, e o ardente desejo de ser christão.

Respondi-lhe:

«Não precisa pedires desculpa pela tua auzencia quando saltamos na ilha, porque alem de estares doente, muito longe é d’aqui á tua aldeia, e isto só basta para seres desculpado.

«Regosijo-me muito vendo em ti tão boa vontade para comnosco, e tão grande desejo de tua salvação, da de teos filhos e em geral da de teos similhantes.

«Si actualmente tivessemos mais padres acredita que eu iria, ou mandaria outro á tua aldeia, porem não podemos deixar a ilha por causa dos estrangeiros que nos vem vêr, e ao que é conveniente corresponder.

«Logo que chegarem os padres de França asseguro-te que terás um d’elles, porque reconheço claramente seres um dos escolhidos por Deos para seo filho.

«Coragem, e espera o que te digo.»