[59] (pag. 125).
O nome d’esta nação tão pouco conhecida, e que se apresenta á penna do padre Ivo, é uma garantia da exactidão das suas narrações.
Ainda em 1817 existiam alguns Tramembez entre os trabalhadores brancos do Ceará: cultivavam mandióca e residiam na villa de Nossa Senhora da Conceição d’Almofalla, onde haviam muitas salinas. (Vide Ayres Casal, Corographia Brasilica, T. 2º, pag. 235.)
Gaba o padre Ivo o valor e a industria d’estes indios, inimigos encarniçados dos Tupinambás.
[60] (pag. 125).
Tratamos d’este famoso indio quando elle se revestio do commando.
É a figura indigena mais predominante nas duas obras do padre Claudio d’Abbeville e padre Ivo.
Na lingua geral a palavra japim é o nome de um lindo passaro, de pennas amarellas e negras, que anda em numerosos bandos e que em toda a parte faz tão lindos ninhos.
Pode tambem dar-se-lhe outra significação. Japy significa na lingua indigena do Maranhão, «o choque, o golpe.» (Vide Gonçalves Dias, Diccionario.) A primeira explicação é a unica adoptada. Japy-uaçú era o que se chamava um Mitagaya, um grande guerreiro.