É isto confirmado por Magalhães de Gandavo, o primeiro escriptor portuguez, que escreveo uma historia regular do Brasil em 1576.

Este amigo de Camões recorda a expressão indigena de que se serve o padre Ivo, porem não partilha sua opinião, antes crê ser o ambar um producto vegetal formado no fundo do mar. O que é certo é, que nos seculos XVI e XVII o encontro, quasi sempre casual, de enormes pedaços de ambar, arremeçados pelas ondas em praias não exploradas, enriqueceo muita gente.

[64] (pag. 131).

Debalde procuramos este nome no livro de Ayres do Casal, e no Diccionario de Milliet de Saint Adolphe.

A região habitada pelos Cahetés de que trata, sabemos com certesa ser na provincia de Pernambuco.

A palavra Cahetés significa floresta grande, e se applica a diversas localidades.

Foram os Cahetés, que em 1556 mataram e devoraram o primeiro Bispo do Brasil, D. Pedro Fernandes Sardinha.

Este sabio prelado, natural de Setubal, e educado na universidade de Pariz, regressava á Lisboa, onde ia queixar-se do governador da Bahia.

Mostra-se ainda hoje a colina, onde elle morreu, e não cresce ahi planta alguma, segundo a crença do povo. (Vide Adolpho de Varnhagem—Historia Geral do Brazil.)